Náutico vai tentar suspender leilões de Sede e Club do Remo por altas dividas

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Correndo risco de perder à sede social do clube, no bairro dos Aflitos, na Avenida Rosa e Silva. O Náutico através do departamento jurídico do clube, vai apresentar estratégias definidas para evitar perdas substanciais, causadas por dividas, incluindo trabalhistas.

O patrimônio foi alienado para leilão que acontecerá na próxima segunda-feira (13/07), devido a uma dívida em torno de R$ 60.641,81 com Edílson Lourenço da Silva, ex-porteiro do clube entre 2004 e 2016.

Apesar do risco, o vice-presidente jurídico do Náutico, Bruno Becker, enxerga o caso como contornável pelo clube. “Não preocupa. A dívida é um valor pequeno e não faz sentido leiloar uma sede avaliada ontem (06/07) em R$ 215 milhões. Processualmente, tem situações que podemos suspender o leilão e, ainda assim, caso não consiga suspender, a possibilidade de acordo é muito maior. R$ 60 mil se torna um valor pequeno nesse universo de valores e dá para trabalhar mais concretamente no sentido de realizar uma acordo“, avaliou Bruno, em entrevista à Rádio CBN.

Um segundo caso que oferece risco direto ao patrimônio timbu é a dívida com o ex-técnico do clube, Givanildo Oliveira. A 5ª Vara do Trabalho cobra a quitação de R$ 517 mil ao clube, referentes a multas e encargos acumulados pela última passagem do treinador, em 2016. 

A garantia de pagamento seria o leilão da sede do Remo do clube, localizada na Rua da Aurora, no bairro de Santo Amaro. Sobre a situação, o vice-jurídico do Náutico planeja oferecer um novo acordo a Givanildo, e acena para conversas amistosas com seu representante jurídico. “Não temos nada de concreto ainda. O clube continua trabalhando nas duas frentes, de suspender o leilão e ofertar uma proposta de acordo. Tenho conversado com o advogado de Givanildo, conversas amistosas.” E garante. “Só vamos ofertar acordo dentro das condições do clube“, completou à emissora.

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