O técnico Gilson Kleina foi anunciado, na última sexta-feira (15), como o novo comandante da equipe principal do Náutico para o restante da temporada. O profissional de 52 anos chega com a missão de levar o Timbu à Série A. Em sua primeira entrevista como treinador alvirrubro, ao site oficial, o novo comandante mostrou conhecimento do clube, da equipe e detalhou como planeja ter sucesso no Recife. Kleina se encontrará com o elenco alvirrubro direto em Salvador, onde o Timbu enfrenta o Vitória, na próxima quarta (19), pela Série B.

Esta será sua primeira vez como treinador de uma equipe em solo pernambucano. Quais são suas expectativas no Timbu?

Gilson Kleina: “A expectativa é de chegar com muita motivação, ascensão e conquista. Não resta a menor dúvida. Eu acho que é isso que o torcedor espera. Nós sabemos da grandeza e também da cobrança da torcida. A expectativa é que consigamos dar um encaixe nesta equipe e que todos dentro do clube estejam mobilizados para o objetivo central, que é pleitear e fazer um grande feito com o Náutico em 2021 na elite. A expectativa vai ter que passar por muito trabalho. Espero que isso seja recompensado dentro de campo.

O Náutico é uma equipe com 119 anos e muita história no futebol brasileiro. Quais são as principais referências que você tem do clube?

GK: “Quando você se propõe a trabalhar em um grande clube do Nordeste, como é o Náutico, é claro que você tem que conhecer a sua história. Desde o dia que começamos a conversar, procurei entender sobre o Timbu, o mascote, quando começou e onde surgiu. É importante você saber o que vai conduzir com esse clube. Uma equipe que já disputou 34 edições da Série A. Aí você vê qual o patamar e o nível das pretensões. É claro que, no dia a dia, a gente vai conhecer bem mais da história. Vamos poder entender como funciona, como foram as grandes conquistas. O Náutico teve grande ídolos. Chego com a expectativa e com o objetivo de fazer história e deixar um legado.

O que você já conhece do elenco?

GK: “Tive a oportunidade de trabalhar com alguns jogadores. É o caso do Jean Carlos, Kieza e Fernando Lombardi. Joguei contra muitos outros. O Jorge Henrique é um deles. É um elenco renomado e com jovens valores. Temos que agregar tudo isso num objetivo só. Chegando, a gente vai conhecer todos, não só os jogadores. Desde os que trabalham na portaria até o presidente. Todos têm que estar imbuídos num mesmo objetivo.

Você tem um currículo extenso no futebol, com passagens de sucesso por clubes tradicionais do Brasil e com bagagem na Série B, com acesso. Como deve ser a postura do Náutico, a partir de agora, para almejar a Série A?

GK: “Toda vez que nós conseguimos ascender, fazer um clube chegar à elite do futebol, foi um trabalho de muita transparência e de muita gestão. Os jogadores têm que entender a mudança de comportamento e atitude, para que estejamos a altura da camisa do Náutico. É claro que existe um trabalho muito bem realizado pelo Gilmar Dal Pozzo. Vamos implementar algumas ideias do que pensamos no futebol para que possamos colocar mais um clube na Série A. O que a gente vai propor é trabalho e prometer dedicação e entrega. Para o sucesso, são vários fatores necessários para dar certo.

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